O PERIGO COMEÇA PELA BOCA

5 03 2009

  Diariamente milhares de pessoas se contaminam com alimentos estragados por falta de preparo adequado e cuidados necessários de higiene e armazenamento

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          Quem nunca sentiu um mal estar algumas horas após fazer uma refeição ou ter comido algo? O primeiro pensamento que temos é que aquela comida não nos caiu bem e aí é onde começam as preocupações. Doenças transmitidas por alimentos foram sendo descobertas e junto delas os métodos de como combatê-las, porém com a correria do dia-a-dia as pessoas escolhem por comerem algo que seja mais simples e rápido, como por exemplo, os fast food, trazendo grandes riscos à saúde podendo os levar a morte.

 

  A contaminação

  

          A intoxicação alimentar ou gastrointestinal são esses mal estar causados após a inserção de alimentos ou água contaminados por algum tipo de bactéria, parasitas (vermes), toxinas ou vírus. Normalmente as contaminações nos alimentos ocorrem por falta de higiene nos locais de preparo da comida, armazenamento inadequado, contato com parasitas e alimentos industrializados. É necessário informar que nem sempre os alimentos contaminados têm aparência ou cheiro de estragado, na maioria dos casos todos eles estão bem conservados.

 

          Os alimentos que mais trazem riscos a saúde e que podem causar intoxicação por bactérias são: as aves, carnes, ovos e produtos derivados (maionese), laticínios e embutidos, os principais sintomas são diarréias, dores abdominais fortes, colites e em certos casos, até a morte. Pelos fungos: trigo, soja e amendoim causam efeitos no sistema nervoso, no fígado e nos pulmões. Por Metais pesados têm como alimentos principais, frutos do mar, peixes, carne de porco, frutas, cereais e produtos derivados, causam náuseas e dificuldade motora. Na intoxicação crônica, retardo de crescimento e efeito sobre a fecundidade. E pelas pesticidas: leite,
frutas e verduras que podem causar vômitos e dores de cabeça.

 

          Lembrando que esses microorganismos podem estar em qualquer lugar, até mesmo em casa. Sendo assim é necessário que o consumidor verifique antes de comer se ele realmente estará bem servido (em todos os sentidos) naquele local. “Devemos observar as instalações do estabelecimento se há limpeza e organização, principalmente dos equipamentos, utensílios e sanitários. Observar o piso, teto e paredes se estão bem conservados e livres de sujeiras, rachaduras, goteiras, mofos e infiltrações. Verificar se os funcionários estão com uniformes limpos e com boa aparência, e ficar atento quanto ao armazenamento, manipulação e distribuição dos alimentos realizados por eles”, diz a nutricionista Raquel Pereira.

 

          De acordo com Raquel Pereira a contaminação dentro de casa pode ser detectada ao agirem de forma indevida e isso normalmente acontece quando armazenam os produtos em caixas de papelão, madeira, sacos plásticos (supermercado), alimentos em locais não adequados. Quando não fazem de maneira correta a pré seleção e a higienização das hortaliças, ao manipular os alimentos não se preocupam em cobrir os alimentos, deixando expostos à temperatura ambiente.

 

Tratamento das intoxicações alimentares

         

 

         É aconselhável procurar sempre um médico quando estiver sentindo sintomas mais graves e se estiver relacionado a alimentos contaminados. Nos casos menos graves, um dia de repouso e a ingestão de uma grande quantidade de água ou de sucos, para compensar a perda de líquido provocada pela diarréia ou pelos vômitos, serão o bastante para a recuperação. Também se pede para evitar alimentos sólidos durante um ou dois dias. Se os sintomas persistirem, nada de esperar por um milagre. Corra para o hospital.

 

          No caso de bebês, crianças ou pessoas idosas afetados pela doença, é preciso consultar um médico imediatamente após o aparecimento dos primeiros sintomas. Nesses casos, a perda de líquidos, em conseqüência da diarréia ou dos vômitos, pode levar a uma rápida desidratação e, conseqüentemente, se transformar num problema sério.

 

 Como evitar a intoxicação alimentar

  

         

          É necessário que o consumido sempre esteja atento e tomar os cuidados certos para se evitar a intoxicação alimentar, são preocupações simples que podem te livrar de um problema sério, então seguem as dicas: 

 

  1. Lave sempre as mãos depois de ir ao banheiro e antes de preparar os alimentos. Se você tiver um ferimento nas mãos ou nos braços, coloque esparadrapo e use luvas de borracha.
  2. Lave bem frutas e verduras em água corrente, sobretudo se você pretende come-los crus.
  3. Certifique – se de que os alimentos estão sendo cozidos da maneira certa. Em caso de dúvidas sobre a temperatura da água ou o tempo de cozimento corretos, consulte um bom livro de culinária.
  4. Degele completamente a carne de aves antes de levá-la ao fogo. As carnes de vaca, carneiro e peixe podem ser cozidas logo depois de serem tiradas do congelador.
  5. Se você fez um ensopado e pensa utilizá-lo em mais de uma refeição, cozinhe rapidamente, cubra e conserve num lugar frio, de preferência na geladeira. Esta precaução é particularmente importante se você pretende come-lo frio, ou deixá-lo para o dia seguinte.
  6. Se quiser manter a comida quente para alguém que chegará depois, deixe-a aquecida a uma temperatura superior a 60ºC.
  7. Quando você for requentar a comida, faça-o de maneira que ela seja totalmente reaquecida e requente apenas a quantidade que você irá comer realmente.
  8. Não deixe a carne crua entrar em contato com a que está cozida ou assada. Evite comprar em estabelecimento onde carnes cruas e cozidas ficam juntas. 

Armas de defesa do consumidor contra a intoxicação alimentar

 

 

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          Cuidados que devem ser observados na compra de alimentos, segundo o Instituto de Defesa do Consumidor.

 

 

  • Geladeiras com alimentos em supermercados devem ter um termômetro indicando sua temperatura. Para laticínios e frios, não pode estar acima de 0°C; para produtos congelados, o ideal é -18°C.
  • Confira as datas de validade, fabricação, tempo de conservação e o carimbo da inspeção sanitária, que devem estar nas embalagens.
  • Evite consumir leite C. Leite não pasteurizado, só depois de fervido.
  • Embalagens com furos, ferrugem, vazamento ou amassadas devem ser descartadas, assim como as que estiverem estufadas.
  • Escolha alimentos cuja embalagem descreva, por extenso, os ingredientes.
  • Em se tratando de alimentos in natura, prefira os orgânicos.
  • Sempre que possível, compre sucos sem aditivos.
  • Cuidado com as maioneses caseiras, principalmente aquelas de lanchonetes e     barracas de lanches e cachorro quente.

 

          Agora lembre-se antes de ingerir qualquer tipo de alimento, que para se manter uma vida saudável é preciso tomar as devidas precauções e evitar arriscar. Certas pessoas não se preocupam com a procedência do produto, com a higiene do ambiente e até mesmo com os seus próprios hábitos errados e essa desatenção mais cedo ou mais tarde traz um grande desconforto e causa alguns danos irreparáveis a sua saúde. Como é preciso se alimentar para sobreviver faça isso de forma correta e consciente não deixando que a sua boca se torne porta de entrada para um caminho de tentações gastronômicas que geralmente têm um efeito oposto a seus agradáveis sabores.

 

Por  Hellen Tôrres


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