VELHICE NO DISTRITO FEDERAL

30 04 2009

idoso43

Por Ruth Duarte

             Palco de grandes debates políticos e econômicos, Brasília descentraliza parte de seus problemas sociais, como é o caso da situação dos idosos. Na capital da República e entorno, por ser sempre o foco de intrigas e jogos de interesses envolvendo os três poderes, uma parcela considerável da população do Distrito Federal padece com a irônica falta de políticas públicas referentes à terceira idade.

            A garantia de que nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão, está assegurada na lei. A realidade do Brasil e do Distrito Federal é outra. São comuns as cenas de ônibus que não param para os mais velhos; de idosos barrados nas estações rodoviárias interestaduais, pois as empresas não respeitam as cotas de passagens grátis que eles têm direito e dentre outros desacatos, toda a burocracia do acesso à saúde. Longa fila, longa espera, o não atendimento médico e os remédios inflacionados, são alguns dos problemas que os idosos enfrentam. Outra deficiência é a falta de projetos sociais e de lazer que o governo oferece aos mais velhos. A alternativa que a terceira idade tem são as associações que oferecem uma qualidade de vida a eles, sem contribuição alguma do governo. Como é o caso da Associação Capoeira Ladainha.

idoso23

             O projeto Capoeira Ladainha foi fundado pelo Mestre Gilvan Alves de Andrade de – 46 anos, é voltado para a 3ª idade e usa os movimentos de capoeira para que os idosos deixem o sedentarismo. Desde 1998 os idosos se reúnem nos centros do Ladainha e além de fazerem exercícios físicos, vêem nesses encontros a oportunidade de socializar com as outras pessoas. A associação  oferece aos idosos viagens ao longo do ano; turismo social é um dos vários projetos reconhecidos até pelo Unicef – Fundo das Nações Unidas para a Infância.

            O projeto Capoteria não tem incentivo direto do governo, ao longo dos anos, obteve parcerias como a Universidade Católica, dentre outros. Segundo Gilvan esse trabalho voluntário é muito gratificante, “É impressionante a felicidade que eles ficam quando chegam para fazer a capoterapia. Temos idosos que largaram o alcoolismo e saíram de depressões profundas. Meu objetivo é passar a história do idoso adiante, por isso estou com um novo projeto – Banner Itinerante, no qual serão 50 espalhados pela cidade com a história de vida de cada idoso”. Informações http://www.capoterapia.com.

idodo-13

            Segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, o Brasil até 2020 será o sexto país do mundo em população idosa; com o aumento da expectativa de vida, o país tem a responsabilidade de garantir aos idosos os direitos básicos e fundamentais para que envelheçam em melhores condições. Para a concretização desse objetivo é preciso que novas políticas públicas sociais sejam implantadas e, as já existentes têm de ser respeitadas pela sociedade. As políticas brasileiras, como o estatuto do idoso, chamaram a atenção de alguns países da América Latina, como Chile e Peru, que já cogitaram a possibilidade da tradução para o espanhol. Tal Estatuto tem uma legislação eficaz à proteção da terceira idade, no entanto, não é respeitado, como é o de costume das leis no Brasil.

            De acordo com o funcionário público e professor, Francisco Barbosa de 60 anos, é preciso que o governo faça campanhas para a conscientização da sociedade. “O respeito às leis e a imagem do idoso tem de ser divulgado pela mídia constantemente. Temos campanhas da dengue, campanhas para não beber, para o uso de camisinha, porém não temos campanhas pregando o respeito e a solidariedade ao mais velho”.

            É fundamental que o governo do Distrito Federal faça novas diretrizes para a política social da terceira idade. Mais necessário ainda, é o trabalho de conscientização da sociedade, e principalmente dos mais jovens, de que eles serão os idosos de amanhã. Para que a lei seja cumprida é preciso que a população a conheça e a respeite.





RUGBY E A PRÁTICA DO ESPORTE EM BRASÍLIA

30 04 2009

rugby-1

Por Cristiano Porfírio

 

A sociedade é capaz de organizar-se ao redor de práticas interessantes, e o esporte cumpre bem esse papel de juntar as pessoas em curiosas e desafiadoras modalidades esportivas. Quem diria que em pleno planalto central poderia ser encontrada uma equipe de Rugby? É o que vamos responder, incluindo uma breve explicação sobre o jogo e suas regras.

 
           Rugby é o nome da cidade Inglesa que o criou esporte no ano de 1823, sendo reconhecido como tal, apenas em 1863. É considerado o segundo esporte coletivo mais praticado no mundo, em mais de 150 países – perdendo apenas para o futebol -, conta com campeonatos nacionais regulares e a copa do mundo disputada de quatro em quatro anos. Em função de suas regras é considerado dinâmico e seus praticantes o classificam como um “esporte para cavalheiros”.
 
Para entender como funciona, vou elencar alguns tópicos:

 

1) As dimensões são próximas a de um campo de futebol, só que com outras marcações.
2) São15 jogadores em cada equipe. Algumas modalidades podem ter uma variação de 7 ou 10 jogadores.
3) Não existe goleiro.
4) A bola é oval e não redonda.
5) Segundo os praticantes, a bola, graças ao seu formato, surpreende jogadores e espectadores em função da trajetória não ser previsível.

6) A bola não pode ser passada para frente, somente para trás e com as mãos, de jogador para jogador. O interessante é que ela pode ser chutada para frente, dependendo da estratégia da equipe.
7) A amizade e o consequente entrosamento são fatores considerados preponderantes para que a equipe faça um bom jogo. Ao final de cada partida é normal os caras saírem para confraternizar e bater um bom papo, inclusive com a equipe adversária.

 

rugby

 
          Quem assiste a uma partida de Rugby fica impressionado com a truculência dos lances. Segundo o jogador da equipe de Brasília, Raphael Rizzo: Tachar o Rugby como violento, é uma impressão errada. Por ser extremante competitivo, requer força de vontade e flexibilidade. Como é um esporte de contato físico que precisa impedir o avanço do time adversário até a outra extremidade do campo, o jogador precisa estar preparado para levar um baque, um tombo e acabar se machucando ou com algumas marcas roxas. Não é por causa do contato direto, que necessariamente precise sair machucado seriamente, é necessário atenção e inteligência durante toda a partida para evitar contusões sérias.

 
          Para quem quer ficar em forma, a prática do Rugby é ótima por desenvolver todos os músculos do corpo. Durante uma partida um jogador de 75kg chega a perder em média 510 calorias em 40 minutos de partida, comparando ao futebol, nestas mesmas condições perde-se 340 calorias. Engana-se quem acha que a exemplo do futebol americano apenas os gigantes podem participar, no Rugby o porte físico não tem um padrão, então cada biotipo é aproveitado dentro de uma posição, segundo suas peculiaridades físicas. Essa tática e planejamento ajudam a criar uma competente e ensaiada máquina de disputa.

 
          O esporte no Brasil já é disputado nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Amazonas e Santa Catarina. Em Brasília, começou a ser disputado no ano de 2001, com o surgimento dos grupos Brasília Rugby Clube e Rugby Sem Fronteiras, ambos criados por estrangeiros. No ano de 2005 os grupos se unificaram, criando o Brasília Rugby Clube, ao adotarem as cores e a bandeira do DF no brasão e uniformes começaram a chamar a atenção e acabou por ser um dos pontos fundamentais para a conquista de novos praticantes na cidade.


 
          A primeira partida aconteceu após a fusão em 29 de setembro de 2005 contra o BH Rugby, com a vitória da equipe de Brasília por 33 a 21. Em seu primeiro campeonato, ainda em 2005, o Brasília Rugby, ficou com a 3º colocação na série B do Campeonato Brasileiro de Rugby Série B.
 
Em torneios regionais a equipe da cidade acumula três títulos:


* 2005 – Campeão Taça Estímulo (Taça de Madeira) no Rugby 7’Side Internacional de São José dos Campos.
* 2007 – Campeão da IV Etapa do Campeonato Paulista do Interior – Campinas-SP.
* 2008 – Campeão da Taça Prata da IV Etapa do Campeonato Paulista do Interior 2008 – Campinas – SP.


           Atualmente o Brasília Rugby (BSB) disputa o Campeonato Pequi Nations 2009, contra as equipes de Campo Grande (CG) e Goiânia (GYN), seguindo o calendário abaixo.


 
1ª Rodada (Realizada)*:
Gyn 0 x 20 Bsb – 8 de março
 
2ª Rodada:
Bsb x Gyn – 25 de abril
 
3ª Rodada:
Gyn x CG – 16 de maio
 
4ª Rodada:
CG x Bsb – 6 de junho
 
5ª Rodada:
CG x Gyn – 15 de agosto
 
6ª Rodada:
Bsb x CG – 12 de setembro

 


            Os treinos para as partidas acontecem as terças, quintas e sábados, geralmente as 20h30. Em locais previamente definidos e divulgados no site www.brasiliarugby.com.br

 

Acesse para mais informações.


            Se você se interessou, fica a dica, se chegou a ler até aqui é por que ficou no mínimo curioso. Aproveite a vida, saia de frente desse computador e vá praticar esportes, senão for o desta matéria, que seja outro.





COMO LIDAR COM FILHOS EM FASE DE DESENVOLVIMENTO? DIZER “NÃO”!

30 04 2009

nervoso_brigando_com_filho1

Por Elisabeth Jardim

 

Por que é tão difícil para alguns pais dizer não. É natural do comportamento infantil o querer tudo imediato, contudo, alguns pais sentem dificuldades em impor limites aos seus reizinhos adoráveis. Acabam tornando-se vítimas de suas próprias crianças. Em situações como estas, os pais também são as principais vítimas. Absorvem falsos valores sem o modelo ideal de autoridade. O resultado é adolescente sem limites e adultos com fracas bases morais e éticas.  Entendamos um pouco mais deste tema em entrevista com o professor Aneir Adriano, que se dedica há 20 anos ao trabalho com crianças. Formado em história, possui diversos cursos na área de psicologia e pedagogia infantil. Atualmente trabalham na Coordenação Pedagógica do Centro Educacional Nº 23 de Taguatinga, que educa criança entre 01 e 06 anos.

 

Qual a melhor idade para começar a repreender uma criança? 

 

Esta palavra repreender, eu entendo o sentido que foi colocado na pergunta, mas seria mais apropriado falarmos de limites, inclusive é um tema atualíssimo, que tem se discutido muito.  Este tema foi abordado a primeira vez pela Escola de Summerhill, na Inglaterra, que trata da falta de limites ao extremo. Falemos de individualidade. Como todos, a criança tem seu sentido de individualidade e vive dentro de um sistema.  O primeiro contato sistemático da criança é a família, que tem a função de estabelecer a construção do limite. Pode-se haver o limite por imposição, de uma maneira coercitiva, ou o limite pela construção de um valor ético e moral. Desde que a criança está sendo gestada você já está estabelecendo limites ou não, de acordo com o seu sistema familiar. Então de acordo com a dinâmica familiar você estabelece limites a partir da gestação.

 

Qual o melhor modo de dizer não?

 

A palavra não infere questões inconscientes dentro da psique de todo ser humano. A psique infantil é estabelecida por um total egocentrismo. Para o mundo infantil a idéia de limite é muito pessoal. Ás vezes uma mãe fala um não necessário à criança, e a partir desta negativa, a criança constrói suas imagens. Claro que a criança possui um discernimento limitado para compreender aquele não, o que gera a falta de uma necessidade não satisfeita. A imagem que a criança tem dos pais é hiper-humana. A criança vê os pais como deuses. Então ela não compreende a negativa. Os pais têm que estar muito seguros e construindo esta segurança do não, sabendo que a criança possui uma limitação para compreender aquele não. O mais importante é os pais estarem esclarecidos disto. Do contrário, é comum a criança, depois de adulta, ter dificuldades em formar seu próprio não. Colocando uma idade, como já disse, creio que é desde a gestação.

 

Em que medida é saudável para criança conviver com a frustração do não?

 

O aspecto saudável, desta construção de fronteiras é, sobretudo, quem diz não é o adulto. Os pais entenderem que este é um vinculo construtivo. Isto tem que estar claro para os pais.

 

dizer-nao

 

Por que é tão difícil, para alguns pais, dizer não?

 

Uma pessoa que diz não carrega um sistema de valores de aceitação.  Pais que tem esta dificuldade, não podem carregar o não, como uma perda afetiva pessoal. É quando, os pais dizem, eu te amo, mas você precisa ouvir este não. Esta deve ser uma demonstração de afeto, de modo mais lúcido o possível. O adulto também carrega sua criança carente, dentro do universo emocional. O pai deve se perguntar “Qual a capacidade que eu tenho de dizer não a mim mesmo?” Isto lúcido, na compreensão pessoal, é o passo mais importante para o pai começar a adaptar-se ao dizer não, tão importante para a toda a vida de seus filhos.





EXTERMÍNIO DE REPRESENTANTES POLÍTICOS

30 04 2009

  arma-de-fogo-1

Por Celestina Fontoura

 

A imagem política do Brasil possui várias faces em que a corrupção, a má administração do dinheiro público e a desigualdade na distribuição de renda se consolidam pela forma que o país tem ao tratar à sua população. Atualmente os próprios políticos sofrem de mais uma face da qual o Brasil se apresenta: os crimes políticos.

Principalmente no interior e nas regiões norte e nordeste brasileiro, um ponto crítico de crime político nos casos mais graves é o extermínio de seus representantes. Nos municípios, os prefeitos são assassinados barbaramente por pistoleiros de aluguel contratados por adversários. Além dos prefeitos, também os vices-prefeitos, vereadores, secretários são vítimas desse extermínio que acontece por desavenças entre candidatos partidários.

 

No Maranhão, estado com maior número de prefeitos assassinados, o caso é assustador. Nos últimos anos três prefeitos: João Henrique Leocádio Borges (de Buriti Bravo, 10/03/2005), Raimundo Bartolomeu Santos (de Presidente Vargas, 07/03/07) e Hilter Alves Costa (do município Ribamar Fiquene, 16/07/07) foram mortos nos início de seus mandatos trazendo ao estado maranhense uma estatística alarmante.

Outros estados brasileiros também sofrem com extermínio de políticos, em 13 de março de 2009 no estado do Rio de Janeiro, o prefeito Renato Costa de Mello de Guapimirim foi assassinado. E o problema não para por aí, se estende também à Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Norte, Paraná, Alagoas, Mato Grosso e São Paulo. Apesar de pouca repercussão por parte da mídia, em São Paulo, o caso de maior opinião pública foi o assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel.

 

Prefeito eleito pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Celso Daniel foi morto no dia 20 de janeiro de 2002, após ser seqüestrado, dois dias antes quando saía de uma churrascaria em São Paulo. Com 50 anos na época, Celso Daniel teria sido eleito, pela segunda vez prefeito de Santo André e foi assassinado com 11 tiros em circunstancias pouco esclarecidas em que envolve o alto escalão da política brasileira. A família disse que o crime de Celso Daniel, teve motivação política e descartou que naquela ocasião o prefeito teria sido morto por engano.

Segundo o seu irmão, João Francisco Daniel, “o prefeito foi assassinado porque tinha um dossiê sobre corrupção na prefeitura de Santo André”, mas para a polícia de São Paulo o prefeito foi vítima de um sequestro por engano. Depois da morte do prefeito de Santo André foram ainda assassinadas outras pessoas relacionadas ao caso em situações suspeitas.

 

Quando um político é morto, seja ele de qualquer mandato , a primeira hipótese a ser considerada é de crime político, pois estes quando comprometidos com interesses públicos, políticos e até mesmo denúncias, se tornam alvos diretos da violência e infelizmente para muitos a investigação policial não consegue ser concluída por falta de provas.

Um exemplo a se destacar também foi o extermínio do então vereador de Sergipe, Carlos Alberto Oliveira do Partido Verde (PV). Em setembro de 2001, segundo testemunhas, o vereador teria denunciado o esquema de trabalho infantil nas lavouras de laranja no centro-sul do estado e acusado também a corrupção de outros políticos. Como conseqüência o vereador foi morto a tiros. Fazendeiros da região foram investigados , mas o inquérito policial não foi concluído.

Com uma lista de políticos sendo modificada todos os anos, seja para transferir os nomes dos ameaçados para a listagem de vítimas ou para introduzir novos casos de ameaças, a violência continua desenfreada e um motivo para a impunidade é a demora na conclusão dos crimes.

 

livro

 

O extermínio de políticos traz fatos discutidos há longos anos e gera uma polêmica em torno da sociedade brasileira: a falta de segurança e a violência. Um tema abordado no livro Plantados no Chão (junho de 2007), traz a reflexão de crimes cometidos através da pistolagem e consequentemente como acabar com este tipo de violência através de campanha que fora iniciada nos anos 80.

  O livro denuncia com indignação os mais de 180 casos de militantes políticos mortos nos últimos 4 anos- durante o governo Lula –  por causa de suas convicções. Mas uma realidade explicita é que crimes políticos não são exclusivos somente do atual governo. Cita-se o caso de Francisco Alves Mendes em que o Brasil e o Mundo tomaram consciência de ações de pistoleiros. Assassinado em 1988, Chico Mendes – como era conhecido – se destacava na luta pela preservação da floresta Amazônica. Com isso, passou a incomodar os donos de terra, que mandaram exterminá-lo.

 

Embora os “acertos de contas” sejam resolvidos de maneira brutal, o extermínio de representantes políticos assusta pela demanda que é atingida. O acontecimento de fatos pode ser diferente quanto aos personagens, mas na semelhança histórica continua sendo a mesma desde antigamente até os dias atuais.

Isso serve para expor ao país que não se pode “fechar os olhos” e nem se orgulhar de um problema que se arrasta há décadas, não havendo assim justiça para a maioria dos casos. Ao permitir o extermínio desses representantes,a justiça deixa de se fazer valer, permitindo ainda a impunidade e a ameaça constante às vítimas que lutam por ideais ou representam um grupo.

As histórias e seus desfechos de prefeitos,vice-prefeitos, vereadores, militantes políticos que foram assassinados nos últimos anos acarretam ao Brasil mais uma estatística triste de violência, conflitos e mortes que atingem uma sociedade que espera incessantemente por uma democracia que não seja decidida a tiros.





O WOODSTOCK BRASILIENSE

30 04 2009

Evento comemora 40 anos do woodstock em clima de harmonia.

 

woodstock

 

Por Sammya Alves

 

Este ano se comemora os 40 anos do maior festival de rock de todos os tempo, o Woodstock e Brasília não ficou de fora dos festejos. O Ferrockstock 2009 tentou recriar, no entorno do DF o clima de paz a amor deste que ate hoje e símbolo de liberdade. O evento que aconteceu em 1969 foi um marco na historia do rock’n’roll e dos parâmetros sociais da época e é hoje um símbolo de subversão.

 

Era fim da década de 1960. Uma década marcada por guerras e grandes decisões. A guerra fria entre Estados Unidos e Rússia O surgimento de movimentos sociais em prol dos direitos das minorias, como negros, homossexuais e das mulheres. O movimento Hippie também ganha força se destacando nos protestos contra a Guerra do Vietnã. Tudo isso tornaram a década de 1960 inesquecível para todos aqueles com mais de 40 anos.

 

O Woodstock aconteceu justamente neste turbilhão de fatos. Entre os dias 15 e 18 de agosto de 1969 numa fazenda em Bethel no estado de Nova York, compareceram ao evento quase meio milhão de pessoas que derrubaram cercas e tornaram o evento gratuito pregando a paz, o amor e o sexo livres . Apesar de muitas fatalidades, entre mortes por overdose e abortos, o evento foi considerado pacifico. A qualidade do som foi impecável e é, até hoje, lembrada como uma das melhores já vista em um festival. Pelo palco do Woodstock passaram 34 atrações, entre elas Janis Joplin, cantora ícone do movimento hippie, Bob Dylan, Jimi Hendrix e The Who todos populares na década de 1960 e hoje lendas do rock.

 

E para comemorar as quatro décadas deste marco na historia do rock, foi idealizado o Ferrockstock 2009. O local foi escolhido a dedo para relembrar o clima do Woodstock. Realizado na lagoa do Samuel, na cidade de cocalzinho há 48 km do plano piloto, o clima da natureza deixou o evento ainda mais parecido com o homenageado. “O que nós queríamos era festejar e relembrar com muita paz este evento que jamais se repetirá.” Festeja Ari, produtor do evento, o sucesso que foi o Ferrockstock. E ressalta “o público gostou muito e já cogitou a possibilidade de ter uma edição ano que vem”. Nenhuma ocorrência foi registrada e todos puderam curtir as doze bandas que se apresentaram tirando covers de bandas que tocaram no woodstock, como Jimi Hendrix e The Who, e ícones do rock atuais, que não estiveram no woodstock, mas ainda assim têm grande importância para a cena, como Iron Maiden e Ramones.

 

A nostalgia tomou conta de todos neste evento e a vontade de celebrar em paz e harmonia com a natureza os 40 anos do Woodstock deixou o publico do ferrockstock 2009 com uma grande vontade de reviver aqueles anos de grandes decisões e, é claro, luta por dias melhores.





OS MALES CAUSADOS PELO USO EXCESSIVO DO FONE DE OUVIDO

30 04 2009

fone-cavera

Por Tatyana Alves

De acordo com pesquisas, o uso excessivo do fone de ouvido por um longo período, pode provocar a perda da audição. A comunidade científica da USP, Universidade de São Paulo vem desenvolvendo um importante trabalho ligado a pesquisas de cunho científico com relação ao assunto. Um levantamento feito pelos estudantes em 2006, com base em testes realizados pela própria universidade, constatou que até 50 dB (decibéis) é inofensiva a saúde e alerta para os usuários que mais de 90 dB por dia, exposto até 8 horas, pode ser prejudicial. Estudos recentes apontam para os riscos do uso dos Mp3 players, que atingem na maioria dos casos, os adolescentes. Estes estudos mostram que os jovens correm o sério risco de ficarem surdos antes mesmo de seus pais.

Segundo especialistas no assunto, a perda transitória e a perda contínua são os dois tipos existentes de perda auditiva quando se trata do volume muito alto da música. Exemplos simples de perda transitória são aquelas pessoas expostas por muito tempo em ambiente fechado ou aberto com volume excessivamente alto, como são os casos de casas noturnas e shows. Essas pessoas poderão sofrer com a perda temporária da audição, voltando depois. Ainda assim é importante alertar para que façam exames periódicos e um repouso auditivo.

Já no caso da perda contínua, e essa é a mais grave, não há retorno. Os médicos alertam para os cuidados constantes, não só relacionados ao volume, mas também a higienização do objeto. E para os amantes da música digital, em constante contato com os fones de ouvido, os perigos apresentados são realmente para alertá-los de problemas futuros, já que os fones são introduzidos no ouvido amplificando o som, por esse motivo os perigos oferecidos são maiores.

Segundo conselhos de médicos especializados, o melhor é optar por uso de fones com maior isolamento acústico. E vale um alerta para aquelas pessoas que costumam escutar música com o fone em um único ouvido: Os efeitos podem ser negativos. O hábito pode levar à perda auditiva assimétrica, que se desenvolve gradativamente no decorrer dos anos e que com o tempo leva à surdez.





BRASÍLIA, CAPITAL DA MODA

2 04 2009

_cs_11414

Desfile Camila Prado

Por Sammya Alves.

O mundo da moda movimenta em média US$ 34 bilhões ao ano no Brasil segundo a Associação Brasileira de Indústrias Têxteis. No último mês de março o cenário da moda de Brasília esteve em evidência. Dois grandes eventos de moda marcaram o mês da Capital: a pocket edition do Capital Fashion Week e o Claro ParkFashion expuseram o melhor da moda para os brasilienses. Por trás de todo o glamour desses eventos, está a movimentação no mundo dos negócios em que são movimentados dinheiro e novas parcerias. Todo ano novas lojas e grifes surgem para tornar o mercado mais democrático e atender a todos os públicos de todas as classes.

O Capital Fashion Week realiza duas edições por ano: uma maior que traz as coleções do alto-verão e uma menor, a pocket edition, que traz sempre as tendências de inverno de grifes e estilistas brasilienses como a Jukaf e Camila Prado. Além dos desfiles, o evento trouxe também o Capital Fashion Business no qual compradores puderam conhecer fornecedores do DF e de outras regiões do Brasil e que serve de espaço para o surgimento de novas parcerias. Para a estilista Camila Prado o Capital Fashion Week foi o “ pontapé” inicial para sua carreira no mundo da moda que lhe traz muito mais do que visibilidade, oportunidade. Revelação do Capital Fashion Week, a estilista expõe suas coleções desde a primeira edição do evento em 2005, além de ter também seu stand no Capital Fashion Business onde pode expor seu produto para possíveis compradores.

Já o Claro ParkFashion, que também ocorreu neste mês, foi em evento realizado pelo Park Shopping e serviu de vitrine para as coleções de inverno das grifes que possuem loja no shopping. O principal objetivo do evento é dar visibilidade às grifes e segundo a assessoria de imprensa do evento é “um momento único e propício para profissionais, estudantes e fashionistas – aficionados por moda – trocarem experiência e conhecerem melhor o funcionamento desse segmento, que a cada dia ganha mais espaço e é responsável por movimentar 30 mil empresas de micro e grande porte relacionadas no Brasil”. Além dos desfiles o evento contou também com workshops e palestras de grandes nomes da moda brasileira como Rita Wainer e Glória Kalil.

A moda influência nossas vidas em todos os ramos sociais. Através dela expomos nossos ideais e mostramos parte de nossa personalidade além de nos inserir em algum meio específico. Além das indústrias têxteis e do ramo de eventos, o mundo da moda ainda gera empregos e movimenta o mercado publicitário daí sua importância quando se trata de negócios. Os grandes eventos de moda geram dividendos para o Estado e movimentam todas essas áreas gerando sempre riqueza.